Este Blog retratará o descaso com a Defesa Civil no Brasil; a falta de políticas específicas; o sucateamento dos Corpos de Bombeiros; os salários baixos; a legislação ambiental benevolente; a negligência na fiscalização; os desvios de donativos e recursos; os saques; a corrupção; a improbidade; o crime organizado e a inoperância dos instrumentos de prevenção, controle e contenção. Resta o sofrimento das comunidades atingidas, a solidariedade consciente e o heroísmo daqueles que arriscam a vida e suportam salários miseráveis e péssimas condições de trabalho no enfrentamento das calamidades e sinistros que assolam o povo brasileiro.

sábado, 24 de agosto de 2013

MANUAL PARA EMERGÊNCIAS

ZERO HORA 24 de agosto de 2013 | N° 17532

BRUNA SCIREA

COMO AGIR


O mal súbito seguido da morte do segurança e jardineiro Orlando Francisco Rodrigues da Silva, 70 anos, na manhã da última terça-feira, no centro de Porto Alegre, expôs a escassez de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o despreparo de um médico do serviço de regulação.

O episódio, no entanto, também serviu de alerta para a importância dos procedimentos de emergência enquanto o socorro avançado não chega ao local do atendimento. Sem os primeiros socorros, que servem para manter os sinais vitais, a chance de sobrevivência em casos como o do idoso torna-se ainda menor – mesmo que a ambulância esteja a caminho.

Nesta página, saiba como ajudar pessoas que estejam passando por situações de emergência. São conhecimentos simples que, muitas vezes, diminuem o sofrimento, evitam complicações futuras e podem, inclusive, salvar vidas.



terça-feira, 20 de agosto de 2013

SÓCIO DA KISS ASSISTEM AUDIÊNCIA

ZERO HORA 20 de agosto de 2013 | N° 17528

SANTA MARIA, 27/01/2013


Sócio da Kiss reaparece em público e assiste a audiência

TAIS SEIBT


Em sua primeira aparição pública desde que saiu da cadeia, em 29 de maio, Elissandro Spohr, o Kiko, um dos donos da boate Kiss, participou da audiência realizada ontem na 2ª Vara do Júri, no Fórum Central, em Porto Alegre. Para evitar o contato com a imprensa, o sócio da Kiss usou uma saída de emergência do fórum.

Ao lado do advogado, Kiko acompanhou atentamente os depoimentos do cunhado e gerente da Kiss, Ricardo Pasche, e do estudante de Direito Ruan Martins, 19 anos. O interrogatório durou quase quatro horas. Durante todo o tempo, Kiko ficou em silêncio – só trocou poucas palavras com o advogado no fim da audiência.

As duas testemunhas foram ouvidos na Capital porque têm residência em Porto Alegre. Os depoimentos fazem parte do processo criminal que tramita na 1ª Vara Criminal de Santa Maria contra quatro réus que respondem por homicídio doloso. Além de Kiko, são acusados Mauro Hoffmann, também sócio da boate, Luciano Bonilha Leão, produtor da banda Gurizada Fandangueira, e Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista do grupo, que também assistiu à audiência na Capital na tarde de ontem.

O primeiro a depor foi Ruan, que esteve na Kiss na noite do incêndio. Ele respondeu a perguntas da Promotoria de Justiça e dos advogados das partes durante cerca de uma hora. O jovem reiterou que a boate estava superlotada e não tinha sinalização de emergência. Ele estava na parte superior da casa noturna e não viu o fogo começar, foi alertado por uma frequentadora sobre o que estava ocorrendo e desceu. O estudante ficou 13 dias internado e ainda faz tratamento pneumológico e neurológico.

– Eu espero que se faça justiça e que os donos da boate sejam presos, é o que eles merecem porque foram negligentes – disse Ruan.

O depoimento mais aguardado era o de Pasche. Considerado braço direito de Kiko, o gerente da Kiss chegou a ser indiciado pela Polícia Civil, mas o Ministério Público pediu o arquivamento porque não tinha poder de decisão na boate. Na maior parte do tempo, Kiko olhava para o cunhado enquanto Pasche respondia aos questionamentos. Por diversas vezes, ele mencionou que a Kiss era “a vida de Kiko”. O gerente afirmou que o cunhado dava a última palavra na boate e que Hoffmann era apenas um “sócio investidor”.

Pasche contradisse relatos de outras testemunhas em pontos como a lotação da boate na noite do incêndio, a liberação das saídas e a prestação de socorro (veja ao lado). O gerente disse que ele mesmo estava providenciando a renovação do alvará dos bombeiros.

– Em dezembro, procurei os bombeiros para cobrar a vistoria, falaram que estavam com o efetivo reduzido por causa da Operação Golfinho e que a Kiss estava na lista de espera.TAÍS SEIBT

REVISÃO DOS ALVARÁS SIMPLIFICADOS

ZERO HORA 20 de agosto de 2013 | N° 17528


SANTA MARIA, 27/01/2013. MP quer a revisão de alvarás simplificados


A surpresa da denúncia de ontem do Ministério Público sobre as responsabilizações de militares no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, não foi os nomes dos envolvidos ou os crimes cometidos por eles, mas as requisições feitas ao Comando-Geral da Brigada Militar.

O MP quer a revisão de todos os Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCIs) aprovados pelo 4º Comando Regional de Bombeiros (4º CRB) com base no Sistema Integrado de Gestão de Prevenção de Incêndio (SIG-PI), de dezembro de 2007 até 28 de janeiro de 2013. Além disso, os promotores pediram a abertura de dois inquéritos policiais-militares: um para verificar a inserção de informações falsas nos alvarás desde 2007 – neles consta que estão em conformidade com a legislação, o que, para os promotores, não é verdade – e outro para verificar a falta de estrutura do 4º CRB e a aplicação de recursos do Fundo de Reequipamento dos Bombeiros (Funrebom).

Ontem, o MP denunciou oito bombeiros (veja quadro abaixo). Nenhum deles será preso neste momento. Segundo o comandante do 4º CRB, tenente-coronel Luis Marcelo Gonçalves Maya, por enquanto, os que permanecem trabalhando continuarão exercendo suas atividades. O comandante não quis comentar as denúncias e disse que vai esperar receber oficialmente as requisições do MP para verificar que atitude irá tomar e se solicitará uma nova força-tarefa para revisar os alvarás. Maya disse que o comando terá de fazer levantamento do número de licenças que deverão ser revistas.

Segundo o subprocurador para Assuntos Institucionais do MP, Marcelo Dornelles, outro desdobramento será uma recomendação à BM para que todos os comandos regionais não utilizem somente o SIG-PI, mas também observem a legislação de prevenção a incêndios. A medida já vinha sendo adotada pela BM desde 28 de janeiro, dia seguinte à maior tragédia gaúcha. Por ordem do comando, todas as seções de prevenção gaúchas deixaram de usar apenas o SIG-PI e voltaram a ter como base duas portarias que eram usadas antes da implantação do sistema. Na prática, o SIG-PI continuará sendo usado, porém, os bombeiros terão de exigir, além dos dados para abastecer o sistema, as plantas e os memoriais descritivos das edificações com as devidas assinaturas dos responsáveis técnicos.

Dornelles explica que a recomendação para se revisar os alvarás emitidos pelo SIG-PI por enquanto está restrita a Santa Maria por questões administrativas:

– Agora, nossa ideia é replicar (para outros municípios gaúchos).

Para Walter Souza Cabistani, da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, a denúncia do MP é exemplar, por dar mais condições de os familiares acompanharem o julgamento dos bombeiros.


SISTEMA EM XEQUE

- Criado em 2005, o Sistema Integrado de Gestão de Prevenção de Incêndio (SIG-PI) é um método simplificado de plano de prevenção. O software foi elaborado para agilizar alvarás de prevenção e proteção contra incêndios. É utilizado para imóveis considerados de baixo risco de incêndio e com área inferior a 750 metros quadrados.

- O SIG-PI emite, automaticamente, uma lista de exigências a serem cumpridas para que o local seja seguro quanto à prevenção de incêndio, a partir da inserção de dados, como área do prédio, no sistema. Essa espécie de formulário é preenchida pelo representante do estabelecimento em conjunto com os bombeiros.
- Especialistas e bombeiros consideram o SIG-PI uma importante ferramenta para agilizar o trabalho de gerenciamento de informações que, entre outros, resulta na emissão de alvarás pelos bombeiros. Ao ser abastecido com informações básicas da edificação, o sistema aponta itens de prevenção que devem ser implantados no imóvel pelo proprietário. O problema é que, no caso da Kiss, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o uso do sistema contrariou a legislação. Teria sido com base apenas nos dados fornecidos pelo SIG-PI que os donos da boate teriam feito a prevenção de incêndio na casa noturna.

A DENÚNCIA DO MP

Quem são os bombeiros apontados pelo Ministério Público e quais os crimes que responderão na Justiça Militar?

- INOBSERVÂNCIA DA LEI, REGULAMENTO OU INSTRUÇÃO - Pena de três meses a um ano de detenção.

Marcos Vinícius Lopes Bastide - Não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o treinamento dos funcionários para o combate a incêndio.

Gilson Martins Dias - Soldado que realizou a última vistoria na Kiss, em 2011, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o treinamento dos funcionários para o combate a incêndio. Disse, no inquérito, que não havia, quando fez a vistoria, as divisórias de ferro próximas à entrada da boate e que teriam dificultado a saída das vítimas.

Vagner Guimarães Coelho - Soldado que realizou a última vistoria na Kiss, em 2011, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o treinamento dos funcionários para o combate a incêndio. Afirmou, no inquérito, que o local que vistoriou era completamente diferente do apresentado em maquetes pela imprensa. Destacou que o alvará não teria sido concedido se, durante a vistoria, estivessem presentes as divisórias de ferro que teriam dificultado a saída das vítimas.

Renan Severo Berleze - Sargento que atua na Seção de Prevenção a Incêndio (SPI) na análise dos Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) que chegam aos bombeiros. Na esfera criminal, também foi denunciado porque teria incluído documentos que não estavam originalmente no PPCI da boate. Segundo o IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio.

Sérgio Roberto Oliveira de Andrades - Sargento que atua na Seção de Prevenção a Incêndio (SPI), não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o treinamento dos funcionários para o combate a incêndio.


- PREVARICAÇÃO - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse pessoal. Pena prevista de seis meses a dois anos de detenção.

Moisés Fuchs - Tenente-coronel, ex-comandante do 4º Comando Regional de Bombeiros (4º CRB), transferido depois da tragédia para o Comando Regional de Polícia Ostensiva. Segundo o IPM, o oficial teria investigado a Hidramix, empresa do sargento dos bombeiros Roberto Flávio da Silveira e Souza, que realizou obras dentro da boate. Segundo o MP, Fuchs não aplicou as sanções que deveria diante da comprovação de que o sargento era gerente da empresa.

- FALSIDADE IDEOLÓGICA - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Pena: reclusão de três anos (se o documento é particular) e cinco anos (se o documento é público).

Alex da Rocha Camillo - Capitão que assinou o segundo alvará dos bombeiros para a boate, foi denunciado por inserir declaração falsa no alvará dando a entender que o documento público havia sido emitido com base na legislação vigente.

Daniel da Silva Adriano - Tenente-coronel da reserva que assinou o primeiro alvará dos bombeiros para a boate, também foi denunciado por inserir declaração falsa no alvará.

Moisés Fuchs - O ex-comandante do 4º CRB também foi denunciado por inserir declaração falsa no alvará dando a entender que o documento público havia sido emitido com base na legislação vigente.

CORRENTE DE RETORNO


ESTE ALERTA FOI INDICADO VIA FACE

16 de julho 



ATENÇÃO!

Foi enviado por um amigo e achei prudente compartilhar.

Muito cuidado nas praias nessa época, todos nós já devemos ter visto e não estávamos cientes do perigo. Quando vierem as ondas e de repente no meio delas uma parte "flat" (veja setas na foto...), isso é uma corrente RIP a água esta a se mover na direção oposta. Mantenha-se afastado dessas áreas , não é uma área segura principalmente para estar com crianças. Se por acaso caírem na armadilha de serem apanhados nessa corrente é essencial manter a calma! 

Nadem PARALELAMENTE A COSTA E NÃO PARA A COSTA e assim conseguirão sair da água facilmente . 

Partilhem com seus amigos, vocês podem ajudar a salvar uma vida..


Corrente de retorno
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Processo de formação: após a rebentação, o refluxo das ondas sai por um canal criado no banco de areia dando origem à corrente de retorno

As correntes de retorno ou agueiros podem ser definidas como o refluxo do volume de água que retorna da costa de volta para o mar, em virtude da força gravitacional. Também é conhecida como maré de retorno, rip current, lagamar ou simplesmente vala, devido ao canal rompendo o banco de areia criado pelo o escoamento da água. Apesar das correntes de retorno existirem independentemente ao fenômenos das marés, as marés podem intensificar o perigo das correntes de deriva, em especial na maré baixa. A velocidade do fluxo de água retornando ao mar pode variar de 0,5 m/s a até 3,5 m/s.

Como se formam?

As correntes de retorno variam em tamanho, largura, profundidade, forma, velocidade e potência. Elas são formadas, geralmente, da seguinte maneira: Quando as ondas quebram, elas empurram a água acima do nível médio do mar. Uma vez que a energia da água é despendida, a água que ultrapassou aquele nível médio é empurrada de volta pela força da gravidade. Quando ela é empurrada de volta, contudo, mais ondas podem continuar a empurrar mais água acima daquele nível médio, criando o efeito de uma barreira transitória (temporária). A água de retorno continua a ser empurrada pela gravidade, e procura o caminho de menor resistência. Este pode ser um canal submerso na areia ou a areia ao lado de um quebra mar ou píer, por exemplo. Como a água de retorno se concentra nesse canal, ela se torna uma corrente movendo-se para dentro do mar. Dependendo do número de fatores, esta corrente pode ser muito forte. Algumas correntes de retorno dissipam muito próximo à praia, enquanto que outras podem continuar por centenas de metros. É importante notar que as ondas não quebrarão sobre um canal submerso. Além disto, a força de uma corrente de retorno movendo-se para dentro do mar num canal tende a diminuir a potência das ondas que entram.

Como reconhece-las?

Sinais e características das correntes de retorno

1. Água marrom e descolorada, devido à agitação da areia do fundo, causada pelo retorno das águas;

2. Água com tonalidade mais escura, devido à maior profundidade, sendo atrativas para banhistas desavisados;

3. Água mais fria após a linha de arrebentação, significando o retorno de águas mais profundas;

4. Ondas quebram com menor frequência ou nem chegam a quebrar, devido ao retorno das águas e à maior profundidade;

5. Local onde ocorre a junção de duas ondas provindas de sentidos opostos;

6. Local por onde o surfista experiente geralmente entra no mar;

7. Nas marés baixas, formam ondas do tipo buraco, alimentadas pela água em seu retorno;

8. Pequenas ondulações na superfície da água, causando um rebuliço, em virtude da água em movimento (pescoço da vala);

9. Espuma e mancha de sedimentos na superfície, além da arrebentação, onde a vala perde a sua força (cabeça da vala);

10. Ocupação de uma faixa maior de areia, devido ao maior volume de água, provocando uma sinuosidade ao longo da praia (boca da vala);

11. Escavações na areia, formando cúspides praiais em frente às valas;

12. Perpendiculares à praia, podendo apresentar-se na diagonal;

13. Delimitam ou são delimitados por bancos de areia;

14. Mais difíceis de serem identificadas em dias de vento forte e mares agitados;

15. Mais evidentes em marés baixas;

16. Perda da força de 5 a 50 metros após a linha de arrebentação;

17. Composição em três partes: boca ou entrada, pescoço e cabeça;

Como escapar das valas e das ondas?

Se cair em uma vala, não entre em pânico, nade diagonalmente no sentido da corrente até conseguir escapar. Um banhista cansado ou com habilidade limitada deve flutuar para dentro do mar, até a cabeça da vala, nadar paralelo a areia por 30 ou 40 metros e então prosseguir em um trajeto perpendicular à praia, pelo baixio (banco de areia), onde as ondas facilitarão a saída do mar (fluxo de água no sentido da areia). Nadadores fortes devem traçar um ângulo de 45 graus a favor da corrente lateral e nadar em direção à praia. Mesmo os melhores nadadores não devem nadar contra as correntes de retorno. Deve-se sempre observar as ondas, pois quando elas se rompem (quebram), formam espumas que não têm sustentação para permitir a flutuação. Se uma onda for “quebrar em sua cabeça” e não houver como escapar dela, encha os pulmões de ar, prenda a respiração, afunde, mantenha a calma e só tente subir após a forte turbulência ter passado.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MPE DENUNCIA OITO BOMBEIROS NO CASO DA KISS

ZERO HORA ONLINE E DIÁRIO DE SANTA MARIA, 19/08/2013 | 16h54

Ministério Público denuncia oito bombeiros no caso da boate Kiss. Justiça Militar de Santa Maria vai julgar o caso


Foto: Lizie Antonello / Agencia RBS

Lizie Antonello


O Ministério Público (MP) Estadual denunciou oito bombeiros pelo incêndio na boate Kiss. Os denunciados irão responder a processo na Justiça Militar de Santa Maria, que julgará o caso. Cinco deles responderão por inobservância da lei, e três, por falsidade ideológica. Entre os três que responderão por falsidade ideológica, há um que também será processado por prevaricação (confira detalhes abaixo).

Roberto Flávio da Silveira e Souza, que havia sido indiciado pelo Inquérito Policial Militar (IPM), não foi denunciado pelo MP Estadual. Daniel da Silva Adriano, que foi chefe da Seção de Prevenção de Incêndio, não havia sido indiciado pelo IPM, mas foi denunciado pelo MP.

O MP entendeu, ainda, que são falsos todos os alvarás expedidos em Santa Maria com base no Sigpi (sistema simplificado para expedição de Plano de Prevenção Contra Incêndio). O 4º Comando Regional de Bombeiros (4º CRB) será comunicado formalmente.

CONFIRA QUEM SÃO OS DENUNCIADOS

Moisés Fuchs
- Tenente-coronel, ex-comandante do 4º ComandoRegional de Bombeiros (4º CRB), transferido depois da tragédia para o Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) Central
- Tem 55 anos e está na corporação há 32
- Está em licença de saúde
- Apontado pela Polícia Civil por indícios de prática de homicídio culposo, mas não vai responder por isso na Justiça Militar, porque o IPM não o indiciou por isso
- Segundo o IPM, o oficial teria investigado a Hidramix, empresa do sargento dos bombeiros Roberto Flávio da Silveira e Souza, que realizou obras dentro da boate
- Vai responder por falsidade ideológica e prevaricação

Daniel da Silva Adriano
- Tenente-coronel, foi chefe da Seção de Prevenção de Incêndio do 4º CRB entre 2007 e 2010
- Tem 48 anos
- Está aposentado
- Não foi indiciado pelo Inquérito Policial Militar
- Vai responder por falsidade ideológica

Alex da Rocha Camillo
- Capitão que assinou o segundo alvará dos bombeiros para a boate
- Tem 41 anos e está na corporação há 20
- Está em licença de saúde
- Apontado pela Polícia Civil por indícios de prática de homicídio culposo, mas não vai responder por isso na Justiça Militar, porque o IPM não o indiciou por isso
- Segundo IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o
treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio
- Vai responder por falsidade ideológica

Gilson Martins Dias
- Soldado que realizou a última vistoria na Kiss, em 2011
- Tem 35 anos e está na corporação há 10
- Continua trabalhando
- Indiciado pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual e tentativa de homicídio qualificado por asfixia porque teria se omitido quando deveria agir. Recebeu nova classificação do Ministério Público Estadual para homicídio culposo. O caso foi para a Justiça Militar, mas ele não vai responder por
isso, porque o crime não foi apontado pelo IPM
- Segundo IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o
treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio. Disse, no inquérito, que não havia, quando fez a vistoria, as divisórias de ferro próximas à entrada da boate e que teria dificultado a saída das vítimas
- Vai responder por inobservância da lei

Vagner Guimarães Coelho
- Soldado que realizou a última vistoria na Kiss, em 2011
- Tem 32 anos e está na corporação há 10
- Continua trabalhando
- Indiciado pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual e tentativa de homicídio qualificado por asfixia porque teria se omitido quando deveria agir. Recebeu nova classificação do Ministério Público Estadual para homicídio culposo. O caso foi para a Justiça Militar, mas ele não vai responder por
isso, porque o crime não foi apontado pelo IPM
- Segundo IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o
treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio. Afirmou, no inquérito,
que o local que vistoriou era completamente diferente do apresentado em maquetes pela imprensa. Destacou que o alvará não teria sido concedido se, durante a vistoria, estivessem presentes as divisórias de ferro que teriam dificultado a saída das vítimas
- Vai responder por inobservância da lei

Renan Severo Berleze
- Sargento que atua na Seção de Prevenção a Incêndio (SPI) na análise dos Planos de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) que chegam aos bombeiros
- Tem 32 anos e está na corporação há 10
- Continua trabalhando
- Foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público por fraude processual, porque teria incluído documentos que não estavam originalmente no PPCI da boate
- Segundo IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o
treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio
- Vai responder por inobservância da lei

Marcos Vinícius Lopes Bastide
- Soldado que atua na Seção de Prevenção a Incêndio (SPI) na área de inspeção
- Tem 26 anos e está na corporação há 4
- Continua trabalhando na SPI
- Não foi apontado pela Polícia Civil
- Segundo IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o
treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio
- Vai responder por inobservância da lei

Sérgio Roberto Oliveira de Andrades
- Sargento que atua na Seção de Prevenção a Incêndio (SPI)
- Tem 50 anos e está na corporação há 30
- Está em Porto Alegre em curso para passar a segundo sargento
- Não foi apontado pela Polícia Civil
- Segundo IPM, não teria fiscalizado o ambiente da forma padrão, como cobrar o
treinamento dos funcionários para o combate ao incêndio
- Vai responder por inobservância da lei


sábado, 10 de agosto de 2013

LONGA ESPERA PELO SALVAMENTO




ZERO HORA 10 de agosto de 2013 | N° 17518

FERNANDA DA COSTA E VANESSA KANNENBERG


Desabafo em 1.017 palavras. Após ver filho esperar três horas preso às ferragens, agricultor escreve carta sobre sucateamento dos órgãos de salvamento


Palmas rompem o silêncio do corredor. O som conduz ao quarto 705 do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Uma mãe às lágrimas vê o filho em pé pela primeira vez desde um acidente, apoiado pelo pai e por uma fisioterapeuta. A alegria da recuperação caminha ao lado da indignação frente ao sucateamento dos órgãos de salvamento, que o fizeram esperar três horas até ser conduzido a um hospital. Com as pernas presas às ferragens, Roberto Piva Paim, 31 anos, viu pela janela amassada do carro o desespero dos pais, impotentes.

Na madrugada de 28 de julho, Roberto Paim, o pai, de 60 anos, e a mulher, Ilse Ana Piva Paim, 57 anos, viajavam em uma S10 de Carazinho a Chapada. Eram seguidos pelo filho, que conduzia um Peugeot, ao lado da namorada. No km 8 da VRS-801, em Almirante Tamandaré do Sul, o filho viu um Gol andando no meio da pista. Tentou desviar, mas não evitou a colisão. Na direção do Gol estava Gabriel Douglas Aires, 20 anos, que morreu no local. O morador de Carazinho não tinha CNH.

Quando deixou de ver o carro do filho, o pai voltou. Encontrou-o gravemente ferido e viveu a pior espera de sua vida. Além da falta de equipamentos de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os bombeiros que livrariam Roberto das ferragens tiveram de chegar ao local de carona. O caminhão, fabricado há mais de 30 anos, quebrou na estrada. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso, mas aguarda o resultado das perícias. A namorada de Roberto sofreu ferimentos leves.

O acidente foi o único do ano na rodovia, mas suficiente para expor a fragilidade do sistema. Uma semana após a colisão, o agricultor sentou-se no sofá do quarto do hospital. Em silêncio, ao lado do filho, escreveu 1.017 palavras para expor a indignação:

– Escrevi o que deve estar engasgado em outros pais que perderam filhos na estrada por demora do socorro.

Na véspera do Dia dos Pais, ZH reproduz a íntegra da carta, já publicada no Blog de Rosane de Oliveira.


INDIGNAÇÃO E LIÇÕES QUE FICAM - A CARTA




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PATRIMÔNIO DESPROTEGIDO

ZERO HORA 02 de agosto de 2013 | N° 17510


EDITORIAIS


Não causa surpresa a revelação, contida em reportagem de Fernando Goettems publicada ontem em Zero Hora, de que pelo menos três dezenas de prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Sul não contam com Plano de Proteção e Prevenção contra Incêndio (PCCI) e estão sem Alvará de Prevenção de Incêndio, expedido pelo Corpo de Bombeiros. Afinal, nos últimos meses, os gaúchos deram-se conta, da pior maneira possível, do fato de que uma boa parte das construções de uso público do Estado não atende à legislação de prevenção e controle de sinistros. Para que não se caia no cinismo, porém, essa informação pode e deve provocar indignação, para que não se repita o ocorrido em julho, quando as chamas consumiram uma parte do histórico Mercado Público de Porto Alegre.

Espaços como o Memorial do Rio Grande do Sul em Porto Alegre, o Palácio do Governo Farroupilha em Piratini e o Museu das Missões em São Miguel das Missões são relíquias preservadas à custa do zelo de gerações e dos recursos recolhidos pelo Estado em forma de tributos. Nada mais justo que o Estado faça sua parte ao mantê-los em conformidade com a legislação produzida com o intuito preciso de salvaguardá-los de danos materiais. Deve-se considerar, outrossim, que esses mesmos locais recebem uma quantidade razoável de visitantes, de maneira que o seu não enquadramento nas normas de prevenção coloca em risco não apenas sua integridade física, como a segurança de milhares de pessoas que a eles acorrem em busca de informação histórica e cultural.

O levantamento feito por ZH demonstra o desleixo das autoridades com o patrimônio público e evidencia, mais uma vez, as dificuldades burocráticas para a efetiva proteção dessas instalações, uma vez que os órgãos públicos simplesmente lançam a responsabilidade uns sobre os outros. Governos e órgãos competentes devem tomar providências imediatas para que essas irregularidades sejam sanadas.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MANIFESTANTES JOGAM TINTA VERMELHA NO PRÉDIO DA PREFEITURA DE SANTA MARIA

ZERO HORA ONLINE 01/08/2013 | 16h58

Manifestação em Santa Maria

Manifestantes realizam "ato de escracho" e jogam tinta vermelha no prédio da SUCV, em Santa Maria. Balões com tinta vermelha foram arremessados na fachada do prédio, simbolizando o sangue das vítimas da Kiss



Manifestantes jogam balões com tinta vermelha e gritam palavras de ordem. Trânsito está bloqueado em frente ao prédioFoto: Ronald Mendes / Agencia RBS


Leandro Belles


Cerca de 100 pessoas - entre estudantes, membros de partidos políticos, e integrantes dos movimentos Bloco de Lutas, Do Luto à Luta e do DCE, realizam um "ato de escracho" no prédio da SUCV - sede do Gabinete do Executivo.

Os manifestantes arremessaram balões com tinta vermelha na fachada do prédio. A cor vermelha, segundo os manifestantes, representa o sangue das vítimas na boate Kiss.

Palavras de ordem e faixas fixadas na entrada do prédio clamam por justiça e exigem a renúncia do prefeito Cezar Schirmer.

Ao sair do gabinete, o carro do vice-prefeito, José Farret, foi cercado, chacoalhado e chutado. Há relatos, também, de outros pequenos incidentes. Nenhum dos casos foi registradado pela polícia (boletim de ocorrência).

O subcomandante do 1º RPMon da Brigada Militar, Major Paulo Antônio Flores de Oliveira, explica que a guarnição está no local para garantir a segurança na saída dos servidores da prefeitura.

O trânssito da Rua Venâncio Aires, que estava bloqueado deste o início do ato, foi liberado por volta das 18h30min. Os motoristas estão desviando pela Avenida Rio Branco.


Faixas pedindo a renúncia do prefeito foram colocados na fachada do prédio